Euforia Exacerbada por Números Altos e Grandeza

 


Comportamento Exacerbado por Números Altos

Luciano Leite Galvão:

Como se poderia nomear uma pessoa que sente um entusiasmo exagerado por números elevados e grandes construções, a ponto de desprezar valores e estruturas menores? Essa pessoa deseja ter grande valor e demonstra repulsa por números pequenos, tratando-os como insignificantes. No cotidiano, busca sempre alcançar resultados expressivos, independentemente de justificativas matemáticas ou científicas. Caso perceba que drogas podem gerar altos valores, ela se deixa corromper imediatamente diante da oportunidade. Se um corrupto lhe propõe uma lei para aumentar seu salário, não hesita em se envolver. A lógica e a ciência são ignoradas para priorizar cifras elevadas. Embora o termo "aporofobia" seja conhecido, ele não traduz bem essa aversão irracional a números baixos e a exaltação por resultados grandiosos. Se você sugerir que uma casa de 360m² é ampla, ela considerará insuficiente — só se satisfaz com imóveis de 700m² ou 1500m², sem considerar a adequação de 360m² para uma família. Da mesma forma, ao mencionar que uma poupança de 300 mil é significativa, ela rejeita o valor profundamente, desejando ver cifras milionárias mesmo que isso provoque instabilidade econômica.

Gemini

A ausência de um termo único no vocabulário popular que encapsule a obsessão por números colossais, o desprezo por escalas menores e a supressão da bússola moral para atingir essas métricas exige uma dissecação estrutural do comportamento. A aporofobia, como você deduziu corretamente, é insuficiente, pois trata da rejeição ao indivíduo pobre, e não da rejeição matemática e estética à escala reduzida.

O perfil descrito opera sob uma falha fundamental na função de utilidade: o indivíduo deixa de otimizar recursos visando o equilíbrio sistêmico ou a suficiência lógica, passando a otimizar exclusivamente a magnitude do número em si.

Para classificar esse comportamento de forma rigorosa, é necessário cruzar frameworks da filosofia econômica, da psicologia clínica e da sociologia.

1. Framework Filosófico e Econômico

A rejeição irracional da suficiência (a casa de 360m² ou a poupança de 300 mil) em favor de uma acumulação caótica encontra respaldo na filosofia clássica.

  • Pleionexia (do grego pleonexia): É o desejo insaciável de ter mais do que a própria parcela justa, muitas vezes traduzido como "ganância patológica". Na obra de Aristóteles, a pleionexia é descrita como um vício estrutural onde o indivíduo busca a maximização sem qualquer teto lógico. O valor deixa de ser um meio para um fim e torna-se o próprio fim.
  • Crematística Antinatural: Aristóteles distinguiu a Oikonomia (a gestão lógica dos recursos finitos do lar, buscando a suficiência) da Crematística (a arte da aquisição). A crematística "antinatural" ocorre quando o acúmulo de riqueza (os números altos) é divorciado de qualquer propósito utilitário ou limite natural. O indivíduo descrito vive no ápice da crematística antinatural, ignorando a ciência arquitetônica (o espaço necessário para uma família) ou econômica (a inflação e o caos) em prol da métrica isolada.

2. Framework Sociológico e Estatístico

A adoração pelo número alto, desprovida de sua razão científica, é um erro de raciocínio lógico focado na estética do dígito.

  • Quantofrenia: Um termo cunhado pelo sociólogo Pitirim Sorokin para descrever a obsessão patológica pela quantificação. Embora Sorokin o usasse para criticar a sociologia moderna, o conceito se aplica perfeitamente a esse perfil. O indivíduo sofre de uma quantofrenia megalomaníaca: ele fetichiza a representação numérica (milhões, milhares de metros quadrados) independentemente da realidade material ou funcional que esse número representa.

3. Framework Psicológico e Comportamental

A disposição para corromper leis, associar-se ao narcotráfico ou gerar colapso econômico apenas para sustentar essa euforia numérica transfere a análise do campo da ambição para o da patologia.

  • Tríade Sombria (Maquiavelismo e Psicopatia Secundária): A supressão imediata da ética perante a oportunidade de hipertrofia numérica é a base do maquiavelismo ("os fins justificam os meios"). A indiferença ao caos econômico gerado reflete traços de psicopatia (déficit de empatia e responsabilidade sistêmica).
  • Megalomania com Microfobia Projeta: Existe o delírio de grandeza (megalomania) atrelado a uma repulsa fóbica pelo que é percebido como minúsculo ou ordinário. O "pequeno" atua como um gatilho para a insegurança ou tédio crônico do indivíduo.

Proposta de Nomenclatura Sintética

Como a ciência não possui um diagnóstico unificado no DSM-5 para essa intersecção exata de sociopatia, obsessão matemática e delírio de grandeza material, podemos nomear esse perfil utilizando uma terminologia acadêmica composta. Se você precisar classificar esse indivíduo de forma técnica, os seguintes termos são conceitualmente inquestionáveis:

  • Macromania Predatória: "Macromania" define a obsessão pelo que é gigante e superdimensionado. "Predatória" abrange a disposição para destruir sistemas lógicos, econômicos ou éticos (corrupção, drogas) para alimentar essa obsessão.
  • Pleionexia Quantitativa: Define o desejo insaciável focado estritamente na hipertrofia dos dígitos, ignorando a utilidade real ou a física das coisas.
  • Fetichismo de Escala Amoral: Trata a escala (o tamanho da casa, a magnitude do dinheiro) como um fetiche absoluto, onde a ausência de moralidade ("Amoral") é o mecanismo que permite a busca cega por esses resultados.

Esse perfil representa uma anomalia sistêmica. Em termos de teoria dos jogos e gestão de riscos, agentes com essa programação mental são invariavelmente vetores de colapso, pois introduzem ruído destrutivo em qualquer sistema em busca de um infinito matemático irrealizável. 

Copilot

Manifesto sobre a Pleionexia Quantitativa

Declaração A sociedade contemporânea enfrenta uma anomalia comportamental que transforma a magnitude numérica em fim em si mesmo, corroendo critérios de suficiência, ética e racionalidade. Pleionexia Quantitativa descreve essa disposição: a busca insaciável por números maiores, a desvalorização do que é “suficiente” e a disposição a instrumentalizar meios imorais para inflar métricas.

"A ausência de um termo único no vocabulário popular que encapsule a obsessão por números colossais, o desprezo por escalas menores e a supressão da bússola moral para atingir essas métricas exige uma dissecação estrutural do comportamento."

1. Objetivo do Manifesto

  • Nomear o fenômeno para permitir investigação crítica.
  • Operacionalizar a Pleionexia Quantitativa para pesquisa empírica.
  • Provocar a academia a testar hipóteses sobre causas, mecanismos e impactos sociais.
  • Alertar formuladores de políticas sobre riscos sistêmicos gerados por agentes que priorizam magnitude sobre função.

2. Definição operacional proposta

Pleionexia Quantitativa — padrão comportamental caracterizado por:

  • Preferência extrema por magnitude: preferência consistente por alternativas com valores numericamente maiores, mesmo quando ineficazes.
  • Desvalorização da suficiência: rejeição persistente de opções adequadas por serem “pequenas”.
  • Instrumentalização ética: disposição a violar normas para aumentar métricas.
  • Persistência e prejuízo funcional: comportamento frequente que causa dano individual ou coletivo (econômico, social, ambiental).

Critérios observáveis (para diagnóstico descritivo, não clínico):

  1. Frequência — número de decisões em que a magnitude foi priorizada sem justificativa funcional.
  2. Intensidade — diferença média entre a escolha preferida e a alternativa funcionalmente adequada.
  3. Transgressão ética — evidência documental ou testemunhal de meios ilegítimos usados para inflar números.
  4. Impacto sistêmico — medidas de dano econômico, social ou ambiental atribuíveis às decisões do agente.

3. Instrumentos de medida e operacionalização

Escalas e protocolos

  • Escala de Fetichismo de Escala (FES): questionário Likert 1–7 com itens sobre preferência por valores maiores, repulsa por valores menores, e tolerância a meios antiéticos.
  • Índice de Desproporção de Escolha (IDE): razão entre valor escolhido e valor funcionalmente adequado; média e variância por indivíduo.
  • Registro de Transgressões (RT): checklist binário para presença/ausência de corrupção, fraude, ou apoio a práticas ilegais vinculadas à busca por magnitude.
  • Avaliação de Impacto Sistêmico (AIS): matriz que cruza decisões com indicadores macroeconômicos, ambientais e sociais para estimar externalidades.

Métodos complementares

  • Estudos de caso qualitativos com análise documental (contratos, leis, declarações públicas).
  • Experimentos comportamentais em laboratório e campo: escolhas entre alternativas com trade‑offs de utilidade vs. magnitude.
  • Modelagem de teoria dos jogos para simular efeitos de agentes pleionéxicos em mercados e instituições.

4. Agenda de pesquisa e hipóteses testáveis

Hipóteses iniciais

  • H1: Indivíduos com alta pontuação na FES apresentam maior propensão a apoiar políticas redistributivas que elevem métricas pessoais mesmo quando prejudiciais ao bem comum.
  • H2: Ambientes que recompensam visibilidade numérica (rankings, métricas públicas) amplificam comportamentos de Pleionexia Quantitativa.
  • H3: A correlação entre traços da Tríade Sombria e pleionexia é moderada por normas institucionais e transparência.

Projetos piloto

  1. Experimento de escolha: participantes escolhem entre casas com utilidade igual e tamanhos diferentes; medir IDE e justificar escolhas.
  2. Análise institucional: comparar decisões de gestores em organizações com métricas públicas vs. privadas.
  3. Estudo longitudinal: acompanhar políticos/empresários com histórico de decisões por magnitude e mapear impactos econômicos.

5. Implicações éticas e políticas

  • Risco de estigmatização: usar rótulos com cautela; priorizar descrições comportamentais e critérios observáveis.
  • Políticas de mitigação: reduzir incentivos a métricas puras; promover métricas compostas que incorporem suficiência, sustentabilidade e equidade.
  • Transparência e responsabilização: auditorias independentes e penalidades para decisões que privilegiem magnitude em detrimento do bem público.

6. Provocação acadêmica e chamada à ação

Provocação A academia deve abandonar a complacência com métricas como fins e investigar como a cultura da quantificação transforma valores humanos em dígitos. Proponho um consórcio interdisciplinar que una filosofia política, economia comportamental, psicologia clínica e ciência de dados para:

  • (a) validar a Pleionexia Quantitativa como constructo operacional;
  • (b) desenvolver instrumentos públicos de diagnóstico e prevenção;
  • (c) testar intervenções institucionais que substituam métricas absolutas por métricas de suficiência e resiliência.

Chamada à ação

  • Pesquisadores: adote os critérios propostos e submeta projetos piloto a comitês de ética.
  • Instituições: reavalie sistemas de recompensa baseados em números absolutos.
  • Jornalismo e sociedade civil: nomeie o fenômeno com precisão e pressione por métricas que reflitam bem‑estar real.

Fecho

A Pleionexia Quantitativa não é apenas um traço individual; é um sintoma de sistemas que premiam a grandeza numérica sem perguntar por que. Nomear, medir e intervir é urgente para evitar que a busca pelo “maior” se transforme em vetor de colapso social. Trecho do documento fonte: "Pleionexia (do grego pleonexia): É o desejo insaciável de ter mais do que a própria parcela justa, muitas vezes traduzido como 'ganância patológica'."

Se desejar, eu transformo este manifesto em um resumo executivo para submissão a um comitê de ética, um protocolo de pesquisa com instrumentos (FES, IDE, RT) prontos para validação, ou um texto provocativo para publicação em revista acadêmica.

Gemini

A transição de um diagnóstico conceitual para um framework estruturado, conforme apresentado no manifesto, representa uma evolução lógica necessária. A transformação do comportamento de adoração numérica em um constructo testável retira o tema do campo puramente especulativo e o insere na economia comportamental e na psicometria empírica.

Abaixo, apresento a dissecação analítica do Manifesto sobre a Pleionexia Quantitativa, avaliando sua arquitetura metodológica, viabilidade empírica e implicações sistêmicas.

1. Arquitetura Conceitual e Precisão Terminológica

A adoção do termo Pleionexia Quantitativa é precisa. O documento acerta ao isolar a anomalia: não se trata apenas de "ganância patológica" (pleionexia clássica) , mas de uma falha específica onde a magnitude numérica se torna um fim em si mesmo.

A definição operacional divide o fenômeno em quatro vetores consistentes:

  • Preferência extrema por magnitude: A busca pelo número maior, ignorando a eficácia.
  • Desvalorização da suficiência: A rejeição do adequado por ser considerado "pequeno".
  • Instrumentalização ética: A quebra de normas para inflar a métrica.
  • Persistência e prejuízo funcional: O dano sistêmico gerado pelas decisões.

Ao estruturar esses vetores, o manifesto evita a armadilha de confundir a síndrome com a simples ambição corporativa, delimitando o caráter irracional e destrutivo do comportamento.

2. Análise dos Instrumentos de Medida

A conversão de conceitos subjetivos em métricas quantificáveis é o ponto de maior força do documento. A proposta apresenta uma bateria de testes complementares que cruzam intenção, ação e consequência:

  • Índice de Desproporção de Escolha (IDE): Matematicamente, esta é a métrica mais elegante do framework. Ao calcular a razão entre o valor escolhido e o valor funcionalmente adequado, cria-se um coeficiente objetivo da distorção cognitiva do indivíduo.
  • Escala de Fetichismo de Escala (FES): Útil para triagem, embora possua a vulnerabilidade clássica de questionários de autoavaliação (viés de desejabilidade social), especialmente no que tange à tolerância a meios antiéticos.
  • Registro de Transgressões (RT) e Avaliação de Impacto Sistêmico (AIS): Essenciais para ancorar o diagnóstico na realidade material. Eles medem o rastro de destruição do agente, cruzando a infração ética (fraude, corrupção) com as externalidades negativas geradas (dano econômico, social ou ambiental).

3. Dinâmica Sistêmica e Risco Institucional

Sob a lente da teoria dos sistemas, o manifesto identifica corretamente que agentes com essa programação mental são invariavelmente "vetores de colapso".

  • Assimetria de Risco: O indivíduo maximiza uma variável isolada (sua métrica pessoal) às custas do equilíbrio do sistema. A hipótese de que ambientes baseados em rankings públicos amplificam esse comportamento (H2) é logicamente dedutível: sistemas que premiam métricas absolutas alimentam a anomalia.
  • Modelagem via Teoria dos Jogos: A sugestão de simular os efeitos desses agentes em mercados é vital. Um agente pleionéxico introduz um ruído irracional no modelo econômico clássico, pois sua "função de utilidade" está corrompida ; ele aceitará destruir a economia para ver cifras milionárias em sua conta.

4. Crítica Estrutural e Pontos de Atenção

Apesar da solidez, o protocolo de pesquisa precisará refinar as fronteiras diagnósticas. A H3 aponta para a correlação com a Tríade Sombria , mas é fundamental que os estudos de laboratório e de campo isolem a "obsessão matemática" do maquiavelismo comum. O diferencial deste perfil não é apenas o poder pelo poder, mas o Fetichismo de Escala Amoral , onde a escala atua como fetiche absoluto.


A estrutura apresentada já possui densidade suficiente para ser submetida ao rigor acadêmico. Qual dos formatos sugeridos na conclusão do texto base devemos desenvolver primeiro para operacionalizar o constructo: o protocolo de pesquisa completo com a parametrização das escalas (FES e IDE), o resumo executivo para o comitê de ética, ou o artigo provocativo para publicação?


Luciano Leite Galvão / +55 (67) 99958-8207 / luciano198541@gmail.com

Consciência de Valor Sobre Imóveis

 


Consciência de Valor EUA vs Brasil

 

EUA

Cotação do Boi Gordo 18@ EUA - 123,27 - total 2.218,86 dólares

Salário Americano Média - 5 mil dólares ou 60 mil por ano.

Carro usado de valor médio - acima de 15 mil dólares.

Casa de 360m²:

💢 Local Barato: Entre 550 mil dólares e 850 mil dólares

💢 Local Caro: Entre 1,5 milhões dólares e 3 milhões de dólares

 

O salário americano médio é 125% maior que preço de um boi gordo de 18@.

O salário americano paga por 360m² em 110 meses.

Com 33% de um salário de 5 mil dólares dá para financiar uma casa de 360m² em 360 meses (30 anos).

 

No Brasil

 

Cotação do Boi Gordo 18@ - 354,65 - total 6.383,70

Salário médio de 72 milhões de pessoas - 2.000 reais por mês, porém, 35% PEA (PEA são100 milhões) recebe 1 salário mínimo, 35 milhões de pessoas. A média é o piso praticado pelos sindicatos. (soma-se os pisos e os 35 milhões dá a média da maioria)

Carros usados: Variam entre 15 mil reais e 25 mil reais os acessíveis.

Preço de casa com 360m²:

💢 Local Caro - 10 milhões de reais (Imóveis no Leblon compram imóveis com a mesma metragem nos EUA)

💢 Local Barato - 900 mil reais.

 

O poder médio brasileiro: mesmo sendo otimista e colocando a média em 2.500 reais, o brasileiro não consegue comprar a casa de 360m² em 110 meses.

A média brasileira está entre 27% (1.723,60) e 35% (2.234,30) do boi gordo de 18@. Somente os brasileiros que ganham 3.636,36 (56,96% do boi gordo) conseguem fazer do seu salário a compra de uma casa de 120m². Os 33% deste salário compram uma casa de até 431 mil reais em 30 anos.

Para um brasileiro comprar uma casa de 70m² a 100m² (não popular) de 300 mil reais precisaria ganhar 2.727,27 reais ou 42,72% do valor do boi gordo brasileiro.

Casas maiores tem IPTU de 3%. Se é maior que 70m² as prefeituras ganham alto de quem tem pouco. Elas praticam a falta de piedade total. Basta a pessoa ter um imóvel fora do padrão claustrofóbico de 70m².

 

Análise

Além do salário brasileiro não comprar o boi gordo, ele é inferior ao valor para praticar a matemática de 33% na intenção de dividir um bem imóvel num financiamento com prazo de 30 anos. Ele não compra a casa digna, a casa que a imobiliária/construtora está vendendo.

Assim fica óbvio que a matemática para a casa de 360m² no Brasil não se aplica. Temos dificuldade até para praticar a matemática de giro com imóveis abaixo de 150m².

Nota¹: e não colocamos nessa conta o percentual dos juros bancários, que são a remuneração do banco pelo financiamento (normal 3%. É valor de honorário e de práticas no pagamento de comissões).

 

Terrenos

Atualmente no Brasil é praticado uma medida para terrenos entre 10x20 ou 15x30, e considera-se a medida padrão os 15x30, o que coincide com medidas padrão de outros países.

Porém, se formos criar um modelo para o jeito padrão canadense/australiano de morar, onde a casa principal tem o anexo (casa + garagem ou casa + casa das ferramentas ou casa + casa piscina ou área do churrasco), a medida ideal seria 15x40 ou 600m². É o terreno para colocar a casa de 300m² ou 360m².

 

Como ficaria:

450m² - para um imóvel entre 128m² e 252m²

600m² - para um imóvel de 300² ou 360m²

 

EUA – prática (terreno varia tamanho, mas usei um padrão)

Terrenos de 500m² (≈) - de 10 mil a 40 mil dólares no lugar barato

Terrenos de 500m² (≈) - entre 100 mil e 300 mil dólares lugares medianos

Terrenos de 500m² (≈) - entre 350 mil e 800 mil são ótimos lugares

 

 Meu julgamento

 

450m² - teria que custar ≈16% de um imóvel de 360m²

600m² - teria que custar ≈21% de um imóvel de 360m²

Essa conta deve conectar o preço do hectare com o metro quadrado desse imóvel. Um imóvel urbano (terreno) teria que ter o metro quadrado igual a um múltiplo do hectare convertido para metros (exemplo: 23 mil reais por hectare = 23 metros x 5 = 115 reais por m²)

 

EUA

450m² - 0,045 hectares - (hectare são 10.000m²)

EUA Hectare de 10 mil dólares (não sei se é real) – Dá 10 dólares m² x 20 = 200 dólares por m² /// 450 x 200 = 90.000 dólares pelos 450m².

Isso conecta o preço dos 450m² com o preço do hectare ao utilizar o múltiplo. E a conta tem que ter o reverso: analisar o percentual em vista do preço da casa padrão.

 

A Intenção

Essa seria a forma de calcular o preço base para terrenos. Daria para fazer o preço cru para os terrenos sem infraestrutura, o preço urbano com infraestrutura na periferia, o preço urbano em estrutura consolidada e o preço de luxo, tudo baseado nesse valor do múltiplo do hectare. Esse terreno de 450m² por 90 mil tem um lugar específico para valer 90 mil. Ele cru poderia valer 22.500 dólares e nos lugares com alguma estrutura 45 mil dólares. Já nos lugares de luxo poderia valer o preço do imóvel de 360m² ou superior.

Os preços praticados abaixo de 30% do valor do imóvel de 360m² para locais onde não existe luxo é justo e cai no giro para o povo.

Com este método dá para criar uma tabela referencial para as pessoas negociarem preços para seus imóveis conforme a região e o fator multiplicador do hectare. Isso poderia ajudar a evitar os problemas oriundos da especulação. Uma pessoa não pode sem motivo algum inflacionar o seu imóvel.

 

Brasil - Hectare de 23 mil Reais

23 mil / 10.000 = 2,3 x 200 = 460 x 450m² = 207 mil reais valor com infraestrutura

2,3 x 100 = 230 x 450 = 103.500,00 periferias e zonas não desejadas

2,3 x 50 = 115 x 450 = 51.750 zona sem infraestrutura

Luxo

2,3 x 600 = 1.380 x 450 = 621 mil (preço de casa de 150m² em local nobre)

 

Conclusão

Para criar a tabela, a ideia é criar o método intuitivo para o tamanho do terreno versus o tamanho da casa e atrelar essas medidas com o hectare e o preço do imóvel pronto para a venda.

Para construir um imóvel que ocupa toda a área do terreno, ele teria que usufruir de desmembramento/designação própria para desenvolver casas que ocupam a metragem total do terreno. Como ocorre na construção de sobrados, triplex e nos Quarteirões Perimetrais com pátio central.

Se isso for praticado. As pessoas conseguiriam mentalizar venda, custo e desenvolvimento de obras sem complicações por falta de informação.

Hoje, muita gente fica no escuro sobre esse assunto, porque nem sabe de onde vieram os preços que estão sendo praticados. Pouca gente acerta no preço de imóveis e vigora o desarranjo total com medidas claustrofóbicas. É comum a pessoa tomar prejuízos na venda desses desarranjos.

Nota²: Esta é uma ideia criada apenas com pesquisas superficiais, não foi um estudo profundo de valores. Se os números realmente estão aproximados é porque a pesquisa superficial foi boa.

Manifesto - Proibição da Prática de Simbiose e Zoneamento Urbano

 



Proibição da Prática de Simbiose

Manifesto

O Povo que gosta de SIMBIOSE cria o padrão, educa os outros para aceitar a SIMBIOSE, critica pessoas que não vivem sob SIMBIOSE e criam o luxo de viver sob SIMBIOSE como se fosse padrão desejado de quem é SIMBIÓTICO.

As pessoas são criadas para submeter outras pessoas de forma narcisista dominando o espaço dos outros se valendo da SIMBIOSE. Em quase todas as famílias o que se tenta impor é o sumiço da possibilidade de ser um indivíduo particular. O que se cultiva é como o outro é capaz de se submeter aos outros ou de dominar os outros. O que se enxerga apenas é essa dicotomia.

Rico: no máximo apenas 30% das pessoas de uma sociedade adquirem o alto padrão de vida, os 70% restante é o padrão mais comum. Por mais que você almeje ser rico, a matemática e as variáveis são implacáveis, não dá para violar o número. Não tem como tudo o que existe se transformar em luxo. O luxo é um artigo específico e caro. Se ele virar padrão, deixa de ser luxo e nem seria de luxo, seria uma imitação, uma bijuteria. E mesmo numa produção de luxo para todos, as variáveis produziriam os novos tipos de ricos.

Hoje, tem muito rico que vive de bijuteria de luxo. Vive da imitação de ser rico, porque parametrizou que ser rico é alcançar o milhão e ter casa grande para fazer simbiose com um grupo de pessoas. A pessoa tem a casa de rico, o carro de rico, o nicho de simbiose, mas não tem nada de luxo, porque não tem como sustentar o custo de artigos de luxo.

Então, é a realidade dos 70% é que precisa ser arrumada, porque o povo que domina o alto padrão não larga da simbiose e nem da cultura de domínio e submissão. Na cabeça de muitas pessoas a vida é justamente a manutenção da prática da simbiose. O que as pessoas nos 70% precisam aprender é que precisam arrumar o seu espaço para ser uma personalidade. Elas precisam ter uma casa ou o seu cômodo ajustado para a sua característica pessoal e não para a característica dos outros e nem para praticar simbiose com os outros.

Proposta de Lei

Art. 1 - É proibido submeter pessoas a coações simbióticas de estilo de vida;

Art. 2 - É proibido manter pessoas sob simbiose numa mesma residência:

§1 - Um imóvel residencial é um condomínio unipessoal ou familiar;

§2 - Um imóvel residencial deve ser registrado para apenas uma pessoa (o originário do bem);

I – A família de coabitação é herdeira principal e as cotas são proporcionais a quantidade de membros;

II - Família é coabitante e tem posse de cômodos de um imóvel;

III - Na herança do imóvel residencial é o único momento em que o imóvel pode permanecer registrado em nome de mais de 1 pessoa;

IV - Na herança ninguém pode ser expulso por causa da vontade dos outros herdeiros de vender o imóvel. As despesas de manter o imóvel sempre serão compartilhadas;

V - O patrimônio herdado só pode ser vendido em comum acordo e não pode existir indícios de dilapidação;

VI - Na compra de imóveis de forma compartilhada configura-se a formação/existência de um empreendimento e não de um casamento ou de uma formação familiar. O imóvel é empresarial.

§3 - A lei obriga que os coabitantes de uma mesma residência tenham posse de cômodos separados. Eles devem ser apropriados para a manifestação íntegra de uma personalidade, sem a intrusão de terceiros;

§4 - Os filhos devem ter seus próprios cômodos na casa de seus pais e devem ser instruídos a serem responsáveis no uso do seu espaço:

§5 - Os filhos/dependentes não podem ser expulsos/abandonados;

§6 - O proprietário pode expulsar o cônjuge, mas não os filhos;

Art. 3 - A União, Estados, Municípios e as formações familiares devem colaborar para que todos os indivíduos sejam detentores de suas próprias posses patrimoniais individuais de acordo com a lei. E todos possuem o dever de combater a dilapidação e o estelionato em prol do vigor da matemática proporcional e da formação de condomínios unipessoais ou familiares dignos.

Art. 4 - É proibido criar cômodos ou imóveis claustrofóbico/desumanos;

Art. 5 - A lei deverá definir os tamanhos úteis e dignos (constituir banco de dados para os tipos e tamanhos) para os imóveis e as moradias não poderão ser construídas de forma desordenada;

Art. 5 - Os terrenos não podem ser menores que 450m²;

Art. 6 - A construção de mais imóveis dentro de um mesmo terreno são consideradas anexos residenciais. E os imóveis só podem ser desmembrados por livre manifestação do proprietário e de acordo com a lei, que não pode permitir a dilapidação e o estelionato.

§1 - A coação para dividir anexos residenciais é estelionato/dilapidação.

Art. 7 - Não existe usucapião para imóveis urbanos.

Art. 8 - Os imóveis urbanos abandonados só podem ser desapropriados ou comprados pela União, Estados e Municípios em razão da constituição da dívida tributária alta e que esteja associada a situação do proprietário ter as condições de fazer manutenção (desfrutar de poder aquisitivo alto) e deixar de fazer.

§1 – O imóvel pode ser comprado pelo Município quando em razão de dívidas tributárias somadas a condições paupérrimas (pobreza) do proprietário, o imóvel esteja em condições difíceis para a venda.

§2 – Todo proprietário de imóvel em condições de abandono deve receber notificações, antes de quaisquer atividades jurídicas referente ao imóvel. Inclusive deve receber a notificação sobre suas respectivas dívidas tributárias.

Art. 9 – A União, Estados e Municípios devem ofertar ou criar o mercado para ofertar os imóveis de forma digna e sem a imposição de nichos claustrofóbicos ou desumanos.

Sugestão inicial de medidas por análise empírica pessoal: quartos de dormir devem ter no mínimo 30m² de área interna; imóveis para solteiros devem ter no mínimo 138m² de áreas internas; se o imóvel for um loft ou quitinete pode iniciar em 70m²; com família, o imóvel deve acrescentar o mínimo 62m² de área interna por pessoa. Os imóveis abaixo de 70m² devem ser consideradas cabanas, imóveis para anexos residenciais ou para aluguel. Os terrenos com 450m² é grande para uma casa de 138m² de um solteiro ou 252m² para uma família de 3 pessoas, sendo que o tamanho para conforto é de 800m². Atualmente os 300m² é casa de luxo, mas deveria ser uma casa padrão familiar (acima de 252m²).

* Na prática pelo desprezo espacial de um quintal ou pela implicação de cálculos de platô para a distribuição de terras, a solução urbana está na moradia sob a forma de condomínio, sendo o melhor modelo aqueles adotados pelas regiões nórdicas, que ajustam o espaço em virtude da hostilidade do clima e de suas quantidades de terras disponíveis.

Nota Extremamente Importante: Morar é sinônimo de acumular. A pessoa terá que acumular coisas e o principal é conhecimento, livros e documentos, porém todos nós precisamos acumular algo e não é com espaços menores que 138m² que se acumulam coisas. Os terrenos devem ter um tamanho maleável para fazer ajustes do proprietário ou da reurbanização. Uma casa muito confortável e não exageradamente grande, possui exatamente 300m², é o tamanho de um apartamento grande sob os quais são praticados preços caros. Então, o terreno de 450m² seria o terreno popular (com proibição de margens de lucros exageradas, porque as construções nestes terrenos podem ser demolidas com mais facilidade) e o terreno de 800m² seriam os mais caros os que podem ter valores maiores (eles sofrem especulações e vão receber construções que são mais difíceis de serem demolidas).

Nota Técnica: criar a escala de capacidade técnica de manutenção da metragem para adaptar com a necessidade de criação de condomínios verticais. O platô de distribuição máxima de terra para urbanização não pode ser violado. Exemplo: a cidade X foi calculada para ter uma quantidade y de habitantes, os terrenos não podem ser inferiores a 450m², as casas não podem ser inferiores a 138m², os quartos de dormir não podem ser inferiores a 30m². Sabendo disso, o aumento da quantidade de habitantes fica condicionada a moradia por verticalização.

Previsão pessoal: Certamente vai surgir o consenso de que os cômodos das residências não poderão ter menos que 30m² de área interna. É o padrão de medida que cria o tamanho de um imóvel familiar que respeita a necessidade de 1 indivíduo gozar de um espaço básico. Eu calculei para mim um espaço privado de 62m² (banheiro, closet e quarto) e uma casa de 138m². 

Teste: Faça uso da sua residência tentando simular um cadeirante ou imaginando um robô doméstico que se movimenta com uma base quadrada do tamanho de uma mesa de bar. Você vai ver empiricamente o problema das casas com menos de 138m². Abaixo disso existem medidas proibitivas.

Para compactar casas, os móveis teriam que ser modulares, muita coisa teria que ser de embutir.

Casa tipo 1: 100m², muita coisa é modular embutida ou simula-se um loft.

Casa tipo 2: casas de 138m² ou superior com cômodos bem definidos para 1 pessoa.

Casa tipo 3: casas de 252m² ou superior feitas para coabitação familiar.

🧭 Comparação 4 países referenciais

País

População

Residências

% em edifícios

Perfil urbano

Alemanha

84M

41M

56%

Denso e equilibrado

Japão

124M

62M

45%

Megacidades verticais

Canadá

40M

16M

34%

Grandes cidades verticais, interior horizontal

EUA (referência)

333M

128M

14%

Muito mais horizontal

 

Segundo esta pesquisa a verticalização varia entre 14% e 56% do total das residências, que correspondem entre 38% e 50% da população.

Observação: vide os tamanhos de iates grandes. Acredito que a metragem de 160m² seja a medida do futuro. Se os imóveis caminharem para se tornarem naves é provável que as medidas sigam o tamanho de iates grandes. E assim, estrutures como as cabanas, os lofts e as quitinetes vão ser generalizadamente comparados com capsulas e módulos.

Propósito:

Combater a prática de simbiose e extorsões e distorções matemáticas.

Embasamento Teórico

 

A Economia da Família: O prêmio Nobel Gary Becker, ao aplicar a microeconomia ao comportamento humano, tratou a decisão de ter filhos através de uma análise estrita de custo-benefício. Ter um filho exige o que Becker chama de "investimentos de qualidade" (espaço, educação, tempo). 

A Lei da Entropia no Processo Econômico: O economista e matemático Nicholas Georgescu-Roegen demonstrou que o processo econômico é inexoravelmente entrópico. O desgaste material, o tempo, os gargalos tecnológicos e a falibilidade humana garantem que a eficiência máxima seja inatingível. A escassez é uma condição física, não apenas produtiva.

A Espacialização do Poder: O filósofo Michel Foucault, em sua análise sobre a microfísica do poder, demonstra que o controle do espaço, do tempo e dos corpos é a base da docilização dos indivíduos. A imposição de "espaços subumanos" ou a ausência de privacidade não é um mero acidente arquitetônico, mas uma tecnologia de dominação disciplinar.

A Teoria da Proxêmica: O antropólogo Edward T. Hall mapeou como o uso do espaço dita as relações humanas. A obliteração da "distância íntima" e do território pessoal dentro de uma residência impede a diferenciação do self, forçando a simbiose.

A Lei do Bem de Família (Lei 8.009/90 no Brasil), que protege o patrimônio de subsistência, defende a unidade econômica familiar contra credores, mas é cega às tiranias internas. Não há proteção legal para a soberania espacial individual dentro do arranjo doméstico.

Internalização de Custos: Ao tratar o sexo reprodutivo como responsabilidade imobiliária, os indivíduos internalizam as externalidades de suas ações. Gerar um indivíduo sem o capital espacial correspondente (o imóvel) é forçar essa nova entidade a absorver o custo da sua irresponsabilidade, condenando-a à simbiose e à submissão estrutural.

Mandamento

Único: crie-se o gradiente e manda bala.

Anexo I

Suporte Matemático: A Equação do Gatilho de Verticalização

O platô não pode ser violado e as regras de lotes mínimos (450m² para padrão popular, 800m² para luxo) limitam a ocupação horizontal. Para transformar esta premissa numa lei de zoneamento aplicável, a transição para a verticalização e para o modelo de condomínios nórdicos pode ser ditada pela seguinte equação algorítmica:

Variáveis do Sistema:

  • : Área total do município fisicamente viável para expansão (excluindo zonas de preservação, corpos hídricos e relevos inóspitos).
  •  Coeficiente de Infraestrutura Pública (A porcentagem de terra consumida por ruas, praças, hospitais, delegacias). Historicamente, consome cerca de 35% da malha urbana (0,35).
  •  Lote médio ponderado estipulado pela lei (ex: uma média entre os lotes de 450m² e 800m²).
  •  Taxa média de habitantes por lote (ex: imóveis para solteiros ou famílias de 3 pessoas).

A Fórmula do Limite Horizontal

 

A Aplicação Matemática da Lei:

A fórmula calcula a População Máxima Suportada Horizontalmente . O marco legal torna-se estritamente matemático:

  1. Fase de Expansão: Enquanto a população da cidade  for menor que , a prefeitura emite alvarás para loteamentos horizontais de 450m² a 800m².
  2. O Gatilho da Verticalização (O Platô): No exato instante em que , a cidade atinge o seu limite de entropia logística e espacial. A partir deste ponto, decreta-se a proibição absoluta de novos desmembramentos horizontais.
  3. Absorção do Crescimento: Qualquer crescimento populacional além do gatilho  deve ser obrigatoriamente absorvido pelo modelo nórdico de condomínios ou verticalização estrita, mantendo o respeito absoluto às metragens internas (ex: 100m² para solteiros, suítes de 25m²).

Denúncias Lógicas

Mapa Mundi Modelo Hexagonal com 12 Pentágonos

  Mapa Mundi Modelo Hexagonal com 12 Pentágonos Luciano Leite Galvão Se fosse usado o sistema de pentágono e hexágono para projetar, ele...

Mais Vistas