Planeta Condomínio Governo-Holding
PREÂMBULO AXIOMÁTICO: A Equação do Convívio e a Ontologia do Solo
Para compreender a estrutura da
máquina pública, é necessário extirpar a ficção política e observar a realidade
material através da seguinte matriz de equivalência lógica:
- Planeta = Condomínio Primário;
- País = Condomínio
Secundário;
- Governo = Operador com CNAE de
Infraestrutura e Governança (empresa fiscalizada pelos condôminos);
- Poder Executivo = Holding de Consolidação Total (entidade que consolida todas as
atividades econômicas em prol do interesse nacional);
- Governar = Gerir a infraestrutura dos condomínios empresariais e
residenciais, parametrizando contratos e atividades para organizar a
produção de valor e neutralizar a ocorrência de crimes e falhas
sistêmicas.
A Tese do Homem Natural e o
Estado Tácito A ilusão do voluntariado absoluto cai por terra
perante a biologia. Se o ser humano fosse perfeitamente autossuficiente e
isolado, a socialização seria desnecessária. Contudo, no exato momento em que o
indivíduo opta ou é compelido à vida em conjunto para garantir o seu sustento,
ele assina o contrato tácito da relação (a fronteira do "posso" e do
"não posso"). Implícito a essa convivência está o cálculo das
transgressões — o desejo inerente de alguns de cometer crimes para obter vantagem,
o que gera automaticamente um código penal tácito.
Portanto, mesmo na ausência de
um Estado Formal, o Estado Tácito impera. Ele é o civil editando a realidade ao
seu redor para sobreviver em grupo. O tribalismo não desaparece; ele é a força
motriz que ganha complexidade e se divide em camadas de abstração: família,
bairro, cidade, distrito, comarca, estado, país, civilização. Cada camada é
apenas a evolução escalar da mesma necessidade primária de organização. Os
civis combinam forças (empreendem) e divergem para produzir efeitos econômicos
através de consórcios, holdings e concorrência.
A Distribuição do Solo: A
Redundância da Existência no Vácuo O ponto crítico de falha na
atual gestão desta "Holding Governamental" reside na distribuição do
solo. No convívio socioeconômico, o sistema esquece a premissa matemática de
que cada cidadão só existe porque ocupa coordenadas físicas no espaço. O
indivíduo é ontologicamente carente de ambiente. No entanto, o principal ativo
logístico lhe é negado no nascimento: a residência.
O motivo primário de sua
existência (estar vivo no mundo) é subvertido e imposto como um alvo de
conquista estressante, em vez de ser reconhecido como um direito fundamental ou
um juízo de valor indissociável do ato de existir. O sistema atual opera sob uma
mensagem irracional para o nascituro: "Eu te fiz nascer, mas se você
não for financeiramente forte, morrerá e não ocupará o seu espaço na Terra. O
seu infortúnio será lutar contra os demais para não ser ejetado do espaço de
vida."
A lógica formal refuta essa
crueldade institucional: o solo não pode renunciar àquilo que ele mesmo gera.
Se o solo gera a vida, o solo deve, por definição, fornecer a métrica de espaço
para a manutenção dessa vida. Fazer um indivíduo nascer e deixá-lo no vácuo
espacial é um "equívoco da redundância". A moradia não é um prêmio de
chegada; é a infraestrutura de partida. O condomínio residencial é a base
física e psicológica irrenunciável para que o indivíduo possa, posteriormente,
integrar e produzir no condomínio das atividades profissionais. Negar ao
nascituro a sua coordenada residencial é sabotar o balanço da própria Holding
Nação.
1. A Natureza do Estado: A Entidade Patrimonial Econômica (EPE)
A partir da compreensão de que a
sociedade é um condomínio e o solo é a base existencial, a ineficiência
estrutural do Estado contemporâneo revela-se como um erro de arquitetura. O
Estado deve ser despojado de seu misticismo político e reclassificado como uma Entidade
Patrimonial Econômica (EPE).
Qualquer organização que faz circular ativos e dita regras de convivência está sujeita à matemática implacável da gestão. O Governo é a Holding que detém o monopólio da infraestrutura. O Poder Executivo, como cabeça desta Holding, tem a obrigação fiduciária de consolidar os balanços de todos os CNAEs da nação. O "lucro" desta EPE não é o entesouramento cego, mas a valorização do ativo humano e a manutenção preventiva da infraestrutura material. O Estado-Holding reconhece o seu passivo inegociável (a dignidade e o sustento de seus condôminos) não como um estorvo, mas como um elemento a ser integrado no cálculo atuarial para evitar a depreciação de sua força produtiva.
Luciano Leite Galvão / +55 (67) 99958-8207 / luciano198541@gmail.com

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